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Um casulo de solidariedade contra a crise

Projeto ligado ao Clube da Borboleta incentiva iniciativas de mulheres em busca de espaço para o primeiro negócio

| ACidadeON

Weber Sian / A Cidade
A fotógrafa Fabíola Medeiros (de azul) com um grupo de mulheres no espaço que irá abrigar os 'casulos de negócios' (Foto: Weber Sian / A Cidade)

 

Você já ouviu falar do Clube da Borboleta, em Ribeirão Preto? Provavelmente, sim. Mas, para quem não conhece, é um grupo criado no Facebook pela fotógrafa Fabíola Medeiros, só para mulheres, e que tem nas palavras “solidariedade” e “rede de ajuda” as melhores definições.

Atualmente, mais de 230 mil mulheres fazem parte do grupo – que nasceu virtual, mas já tem consequências práticas muito concretas.

Uma delas teve início na semana passada, quando começaram a chegar os primeiros sacos de cimento à sala de um condomínio de escritórios na zona Sul da cidade. Até o fim do ano, a ideia é criar um espaço que permita às mulheres empreendedoras colocar em prática os seus micronegócios.

“Serão cerca de cem ‘casulos’ que vamos montar com toda a estrutura para quem tem uma ideia, um produto, mas não consegue montar um negócio físico próprio”, disse Fabíola.

Contra a crise

Na prática, o Projeto Casulo atuará como uma espécie de incubadora para pequenos negócios de quem faz parte do clube. A fila de espera, segundo Fabíola, já tem mais de 500 nomes. “O nosso empreendimento é colaborativo. Todo mundo se ajuda a tentar sair da crise. Visa lucros? Sim, mas são lucros para todos”, completa.

E se der errado?

O Projeto Casulo tem um grande diferencial em relação à maioria dos projetos que envolvem o empreendedorismo social: algo que poderia ser chamado como pós-venda.

“A pessoa que se instalar aqui tem de cumprir uma meta que estipulamos. Se não for atingida, ela sai para dar lugar a outra empreendedora. No entanto, essa pessoa que sai permanece conosco para que possamos, juntos, tentar entender porque as coisas não deram certo”, afirmou.

A ideia é usar consultores da empresa para saber porque os resultados não foram atingidos e, a partir daí, oferecer capacitação extra para uma segunda tentativa.

O estudo do fracasso

Há cerca de cinco anos, a jornalista mexicana Leticia Gasca tornou-se conhecida mundialmente ao criar as Fuckup Nights, algo que pode ser traduzido com Noites do Fracasso. A ideia era reunir um grupo de empreendedores que tenham fracassado em seus negócios e fazer com que apresentassem as experiências para um conjunto de pessoas que estivessem interessadas em empreender. O projeto deu tão certo que ela, dois anos depois, criou o Instituto do Fracasso, um centro acadêmico de estudos voltado exclusivamente para entender o razão do fracasso de inciativas de empreendedorismo, especialmente na área social.

SERVIÇO
Agenda Campinas 2017

Tema: Empreendedorismo social
Data: 10 de novembro
Horário: das 8h30 às 12h00
Local: Vitória Hotel Concept Campinas
Avenida José de Souza Campos, 425 - Nova Campinas
EVENTO GRATUITO

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