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Campinas recebeu 63 mil migrantes nos últimos anos, indica IBGE

Opções de emprego e qualidade de vida fazem com que profissionais escolham a cidade para morar e trabalhar

| Juliana Araújo / Fanezze

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) sempre foi vista como uma localização repleta de oportunidades que recebe trabalhadores e estudantes de todas as regiões dentro e fora do país. Segundo estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), baseado em dados do Censo 2010, nos últimos anos 241.436 pessoas migraram para a região, sendo 63.091 só em Campinas.

O número pode ser justificado pelo destaque que a cidade recebe com base nas condições sociais constatadas por pesquisas demográficas. Em 2014, o escritório Delta Economics & Finance elegeu Campinas como a 5º melhor para se viver no país, levando em conta quesitos como governança, economia, bem-estar e segurança, ficando atrás apenas de Santos, Belo Horizonte, Jundiaí e Blumenau.

Autor do estudo “Dinâmica Migratória nas Regiões Metropolitanas Paulistas”, Ednelson Mariano Dota analisa as motivações da migração e sua implicação para a RMC e reconhece que a maior parte tem origem na região Nordeste, seguido pelas regiões Sul e Sudeste, sendo os setores de construção civil e serviços os que mais empregam. “Sem dúvida a RMC recebe muitos migrantes do Nordeste. A região é industrializada e rica, por isso é atrativa. Com o crescimento de empreendimentos habitacionais e obras de infraestrutura, a construção civil emprega mais”, avalia.

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas declarou que, buscando a interação entre cidadãos e novas tecnologias, está em fase de elaboração o Planejamento Tecnológico de

Cidade Inteligente, que pressupõe a melhoria na qualidade de vida por meio de ferramentas high-tech. "O objetivo é que a ciência, tecnologia e inovação evoluam e resulte no desenvolvimento econômico e social, garantindo dinamismo próprio mesmo em situações de crise nacional", explica.

Os planos são bem vistos pela agrônoma paraguaia Belinda Ojeda, 26 anos, que afirma estar contente em criar seu primeiro filho, Benjamin, em Campinas. Morando há 1 ano na cidade, ela indica como negativo o alto custo de vida, mas acredita que a cidade oferece melhores condições para construir uma família. "O melhor é organização da cidade, a saúde pública e o fato que todos são muito acolhedores com estrangeiros", conta. Vinda de Ciudade del Este, no Paraguai, Belinda decidiu morar em Campinas após realizar um intercâmbio na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 2012.

A agrônoma não foi a única atraída por meio de intercâmbio. A Unicamp teve um aumento de 84,7% de estrangeiros inscritos em seu vestibular - com 401 inscritos na prova para 2016, segundo a comissão responsável por organizar o exame (Comvest), e, só em 2015, recebeu mais de mil alunos em intercâmbios, a grande maioria da América do Sul (719 alunos), seguidos da Ásia (78) e América Central (76). Atualmente a universidade está em 11º lugar no ranking global do Instituto QS Simons, que elege as 50 melhores universidades 'jovens' (com menos de 50 anos). 

Divulgação

Crédito: Raul Pereira/Fanezze

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